Uma gestão estratégica do investimento social privado exige das organizações a capacidade de medir resultados, gerar aprendizados e tomar decisões a partir de dados. Nesse contexto, os indicadores de gestão dos projetos investidos têm um papel que vai além da mensuração: quando bem construídos, são instrumentos efetivos para a gestão e a comunicação do ISP. 

Por isso, a escolha dos KPIs, o monitoramento e a avaliação precisam fazer parte de um ciclo contínuo de gerenciamento e aprendizagem. 

Continue a leitura e saiba mais sobre os desafios das empresas patrocinadoras para mensurar o impacto dos projetos aportados, e o que é preciso considerar para estruturar parâmetros que aprimorem a gestão do investimento social e como a tecnologia pode auxiliar nesse acompanhamento. 

Desafios comuns na gestão estratégica do investimento social

Um sistema de monitoramento pode reunir uma grande quantidade de dados e, ainda assim, oferecer pouca inteligência para uma gestão estratégica do investimento social. Um indicador só cumpre seu papel se existir uma relação clara entre a informação que ele produz, o objetivo de impacto almejado pelo investidor e a decisão de investimento que ela pode apoiar. 

Definir métricas a partir da estratégia, e não apenas da disponibilidade de dados, e equilibrar profundidade e viabilidade, evitando tanto indicadores insuficientes quanto sistemas excessivamente complexos, estão entre os principais desafios das organizações para validar processos, analisar o andamento de iniciativas, identificar pontos de atenção e aprimorar a gestão dos projetos.

Para Jasmin Eymery, sócia-diretora da Animus, não se trata, portanto, de quantidade, mas de reunir os parâmetros mais adequados aos objetivos da organização. Ainda segundo a especialista, a dificuldade tende a crescer quanto maior é o valor investido e mais diverso é o portfólio. “Percebemos que os patrocinadores enfrentam problemas para harmonizar a forma de medir e comunicar de forma clara e coerente o impacto de um portfólio de projetos que reúne muitos perfis de iniciativas, com focos diferentes”, avalia.  

Em relação aos proponentes, é comum encontrar organizações sociais carentes de processos e recursos para avaliar os resultados de suas ações, até porque os recursos investidos no monitoramento e avaliação competem com os investidos para gerar o impacto na ponta. Além disso, “muitas vezes, a organização tem um framework próprio para acompanhar os efeitos sociais, mas não necessariamente é o mesmo que o patrocinador segue”, alerta. 

Como construir indicadores que realmente apoiem a gestão do ISP

Como vimos, a qualidade dos índices de desempenho depende da sua conexão com os objetivos da empresa investidora e também da sua capacidade operacional de acompanhar, analisar e utilizar essas informações. “Um modelo de monitoramento extremamente sofisticado, mas que não consegue ser incorporado à rotina acaba produzindo mais burocracia do que inteligência”, considera Eymery. 

A especialista reforça a importância de o investidor ter clareza sobre o seu propósito e sobre as transformações que pretende promover em determinada causa. “Não é fácil monitorar impacto a longo prazo. Grandes empresas costumam ter objetivos macro em causas sociais e, com base nisso, definem indicadores que podem comprovar se suas diretrizes e objetivos são alcançados. Mas, na prática, ainda têm dificuldades de medir efeitos reais”, afirma.

Na Animus, a metodologia de construção e qualificação de indicadores de impacto combina experiência prática com diferentes referências, teorias, metodologias e benchmarks, como a Teoria da Mudança aplicado ao contexto social. “Acompanhar e mensurar o impacto de um grande portfólio social exige método e padronização. O que propomos é unificar a forma de monitorar indicadores, conectando dados, resultados e elementos transversais em cada iniciativa”, explica Jasmin.

Tecnologia e conhecimento especializado na gestão de indicadores de impacto

A tecnologia pode ampliar significativamente a capacidade das empresas de acompanhar e analisar seu investimento social. Mas os benefícios do uso da tecnologia no investimento social precisam estar apoiados por um plano de monitoramento bem definido. Na prática, é na combinação entre tecnologia e conhecimento especializado que os dados podem se transformar em informação estratégica para a gestão. 

“Não adianta elaborar um indicador que não tem possibilidade de ser medido. Conhecimento, expertise e experiência são fundamentais nesse processo para oferecer uma abordagem pragmática, que considere os recursos disponíveis do investidor e das organizações sociais, a maturidade das empresas, a diversidade dos projetos e o custo-benefício da medição de impacto”, esclarece Eymery.

A Animus é uma consultoria especializada com quase 20 anos de experiência no segmento e que apoia corporações e fundações patrocinadoras de forma totalmente personalizada em todas as etapas da gestão estratégica do investimento social privado. Para saber mais, entre em contato conosco.

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