
A adoção de Inteligência Artificial no Brasil atingiu a marca de 50% das empresas, o equivalente a cerca de 12 milhões de negócios, segundo o estudo “Desbloqueando o Potencial da IA no Brasil 2026”, realizado pela consultoria Strand Partners para a Amazon Web Services (AWS) e anunciado durante o AWS Summit São Paulo, realizado no dia 3 de setembro. Apesar do crescimento (o número era de 40% no levantamento anterior), a pesquisa revela também uma divisão nítida entre empresas que usam IA de forma básica (58%) e as que já conseguem extrair valor real e transformador da tecnologia (apenas 15%).
Esse cenário demonstra o quanto as organizações estão diante de decisões importantes em relação ao uso de IA e como a adoção de soluções depende, primeiramente, de uma gestão estruturada. “Isso começa pela definição de regras sobre quais dados podem ser utilizados, como são tratados, quem pode acessá-los, quais decisões podem ser apoiadas por IA e quais necessariamente precisam de validação humana”, avalia Marina Mattaraia, sócia da Animus Consultoria e Gestão.
Assim como em outras áreas, ela esclarece que o uso da IA no investimento social privado exige uma governança clara, em que transparência, rastreabilidade e responsabilização são premissas fundamentais. “É importante que a organização consiga compreender de onde vêm as informações utilizadas, quais critérios foram considerados, quais análises foram produzidas pela tecnologia e quem é responsável pela decisão final. Isso garante maior assertividade nas decisões e, consequentemente, na qualidade do produto final”, explica a especialista.
Uso de IA no investimento social privado com governança
Ao avaliar o futuro da gestão do investimento social privado, é fácil identificar como ferramentas e tecnologias especializadas, como a plataforma ISP360 desenvolvida pela Animus, têm transformado a gestão de projetos ao permitir que organizações processem e relacionem grandes volumes de informações com muito mais velocidade, consistência e profundidade, mas que estão longe de operarem com eficiência se não impactarem, na prática, a qualidade das decisões.
Para a executiva, além da qualidade dos dados, são o conhecimento e a análise humana que transformam as informações em inteligência para gestão. “Uma IA não corrige automaticamente uma base de dados ruim. Governança, segurança da informação, controle de acessos e revisão humana precisam caminhar juntos com a adoção da tecnologia”, orienta.
A especialista reforça como isso é ainda mais relevante no investimento social ao lidar com informações relacionadas a organizações, projetos, territórios e, muitas vezes, públicos em situação de vulnerabilidade. Assim, uma adoção responsável para o uso de IA no investimento social privado precisa combinar inovação com critérios claros de segurança, ética, transparência e accountability.
“Na Animus, acreditamos que a tecnologia já deve ser construída incorporando esses princípios. O objetivo não é apenas tornar a gestão mais rápida, mas torná-la mais inteligente, segura, rastreável e responsável”, finaliza sobre a expertise da consultoria que acompanha a evolução e a diversidade do investimento social privado há quase 20 anos.
Para saber mais sobre como os especialistas da Animus têm apoiado as organizações para uma gestão segura e eficaz, entre em contato conosco.


